sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Nada escapa

Ano passado, a Fast Company fez um brincadeira em que terceirizava a apuração e edição de uma página para a Índia. Foi interessante, mas eles fizeram um pouco de troça da idéia. Agora, lendo o mais do que badalado "O Mundo é plano", vi que o jornalismo já virou objeto do offshore faz tempo. Lá fala de como a Reuters já tem 300 jornalistas indianos de prontidão só para analisar resultados das empresas. Trabalho mecânico, sem análise. Ok, mas o próprio autor conta que começou na carreira fazendo isso. Afinal, ninguém começa do topo, certo? Nessas horas, acho ainda mais legal ter nascido cultivando a "última flor do Lácio, inculta e bela" (é, cara, o idioma dos portuga).

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Software ou álcool?

A galera dos bits pode estar com uma ponta de inveja do pessoal da cana. O casal Google vem ao Brasil e fica fissurado é em uma usina. O Bill Gates olha pra cá e também só se interessa no matagal. A Veja (eca) faz uma matéria enorme sobre o álcool, dispara a falar de inovação e dá cinco vezes menos espaço para UMA empresa campineira de software. E até o Bush (eca de novo) elogia a tecnologia brasileira dos carros bicombustíveis. É, acho que eu bebi foi é pouco.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Vai e volta

A migração fez da metrópole uma cidade multicultural, retrato de cada pedaço do Brasil. Esse processo está quase parando. O PNAD 2004 já mostrou que há mais gente saindo do que vindo. Afinal, a construção civil e a indústria de baixo valor agregado perderam importância em São Paulo. O que dá emprego hoje exige uma qualificação mínima e o grupo migrante de baixa renda não tem. Ao mesmo tempo, é curioso observar que muita gente fica indo e voltando, segundo o PNAD. É possível que a queda nos custos de comunicação tenha facilitado o vai-e-vem. Tem coisa boa lá, tô indo. Tá bom em Sampa, tô voltando.

terça-feira, janeiro 10, 2006

O que Page não disse e a publicidade

Comecinho de ano agitado. Tá, a CES foi uma porcaria. Ok, até Tom Cruise e Morgan Freeman estavam lá e eu não. É, o pacotinho do Google deixou a desejar. E a loja de vídeo é sensacional em esportes, mas o começo foi xôxo com tão poucos videoclips. Esquece tudo isso. É o que Larry Page não disse que interessa. Sim, o Google vai ter um sistema operacional e um office próprio. E eles têm o dedo no projeto de 100 dólares do MIT. Mr. Gates deve estar arrependido de ter colocado dinheiro na AMD. Ah, as voltas que o mundo dá. Aliás, o engraçado de tudo isso é que em pouco tempo a tecnologia pode estar funcionando justamente em torno da publicidade, aquela que caiu em desgraça no fim da bolha. Claro, isso se o pessoal do Google aprender a fazer uma aplicação que dê certo (o Gmail até agora é uma solene exceção).

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Peter Quinn está fora

Um fardo para mim, minha família e amigos próximos. Assim definiu o "CIO" do estado de Massachussets o infortúnio que estava passando nos últimos tempos. E pediu água. Para quem não sabe, o cara tinha comprado uma das maiores brigas já vistas com a Microsoft. Simplesmente decidiu que os órgão públicos de lá não iam mais trabalhar com os formatos proprietários do Office. Todos iam trabalhar com padrões abertos, baseados em XML. Coincidência ou não, em novembro a Microsoft havia capitulado e avisado que o Office 12 iria trabalhar com um formato de arquivos usando XML. O que vai garantir que outros fabricantes possam abrir os documentos microsoftianos sem perdas de formatação.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Outlook esperto e blogueiro

Tá cada vez mais interessante prestar atenção nos blogs dos executivos (gringos pelo menos). Agora é o cara responsável pelo Outlook da Microsoft que resolveu dar suas postadas. O Michael Affronti criou um site pra ir dando dicas das novidades que vai incluir na próxima versão do programa de e-mails da Microsoft. É fato que o programinha precisa ser atualizado. No mínimo, acompanhar o mercado e permitir RSS. Ele ainda avisa que vai melhorar bastante a ferramenta de busca do treco. Demorou, mas a ficha caiu!

segunda-feira, maio 02, 2005

Como fica a mídia?

Essa semana polemizaram de novo em torno da omissão dos patrocinadores no esporte na cobertura da imprensa. Criticaram os que chamam o time de vôlei Banespa de "São Bernardo". Concordo com os críticos. Não é assim que ele é conhecido pela população. Não comunica, simplesmente. Ainda pior, há aqueles editam fotos e tiram o logo da empresa patrocinadora. Muito feio. Assim, desestimulam o setor privado a apoiar o esporte. Entretanto... Fico pensando nas milhares de empresas que investem em assessoria de imprensa e nunca anunciam em lugar nenhum. É mais ou menos a mesma coisa. Invente várias formas de aparecer na mídia sem anunciar. Pra quê anunciar? Se eu fosse diretor de mkt, talvez não anunciasse também. Se fosse radical, apenas anúncios estratégicos, com esparsos objetivos institucionais. Melhor investir em eventos, relacionamento com clientes, ações sociais, promoção no ponto de venda, etc. Depende da empresa, evidente. Mas é a tendência global. Mas pergunto, como jornalista: como ficam os veículos? Quem souber, me escreve...

sexta-feira, dezembro 31, 2004

India!


Retomo agora o blog só para relatar a passagem pela Índia. Volto no primeiro dia que chegamos, aproveitando as anotações da Flávia e adaptando um pouquinho.
Espero que gostem.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

O caos


A primeira coisa que se percebe na Índia (depois de turbantes e saris) nao é a pobreza. É o caos. Todos os lugares têm sempre muita gente. Em guichês e balcões, o mais comum é ninguém respeitar a ordem de chegada, a menos que você reclame. E o trânsito, todos sabem. Rickshaws, motorizados ou não, são menores e aumentam a bagunça. É como se em São Paulo houvesse mais motos do que carro. Nao, nao é a mesma coisa. Aqui, a frase do portuga tem um sentido diferente: Buzinar é preciso, dirigir bem nao é preciso. "Por favor, buzine" é a inscrição atrás de vários caminhões. Ninguém anda muito rápido (nem daria). Mas todos cortam, costuram, reclamam. Ainda assim, tudo com uma relativa calma. Muitos resmungam de vez em quando, mas ninguém parece ficar alterado. O caos indiano raramente inclui brigas ou batidas. Em todo o tempo até agora só vi um pequeno acidente, do tipo "lanterna quebrada". De qualquer forma, fico tentando sempre entender como isso tudo foi produzido. Muito calor, excesso de gente e a pobreza que resulta em nível cultural baixo, todos esses elementos podem dar uma resposta simplista de como foram fundidos no que se vê nas ruas. Mas ha outras variáveis que vão da religião até o vestuário e a decoração das ruas. Os indianos adoram cores fortes e nao se importam em misturar e usar tons em excesso. Tudo remete ao exagero. É, curiosamente, o contrário da equilibrada cultura budista "o caminho do meio" que nasceu na própria Índia e é tão diferente dos costumes da maioria do povo, em especial o hindu, que compõe a maior parte da população. Quem sabe entendo melhor tudo isso até o final da viagem?

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Reconhecimento de terreno

O primeiro dia na India foi para nos estabelecermos. Depois de estudarmos os hoteis do guia, saimos para conhecer o hotel eleito, o Ringo. Claro, o taxista tambem tentou nos convencer que ele conhecia um lugar melhor para nos levar. Parou em mais uma agencia de viagem e lah ficamos argumentando com os indianos. Diacho, dirao vcs, porque eles nao sairam andando ou nao brigaram? Bom, percebemos que todos faziam a mesma coisa. Nao dava pra sair andando cada vez que um deles parava em uma agencia. Entao, insistimos que queriamos ir para o local que pedimos. E, de fato, o Ringo era muito sujo. Foi a unica vez ateh agora que o livro nos decepcionou (eee guia bom, o melhor investimento que jah fiz). Aih nos demos por vencidos e fomos ver o hotel que o taxista nos sugeriu (como a maioria dos indianos, ele era muito simpatico, veja nos post abaixo). O Akaashi fica em uma regiao extremamente pobre de Delhi, o Pahar Ganj. A noite lah custa 350 rupias, uns 21 reais. E era mesmo limpo e melhor do que o Ringo. Ficamos duas noites. Mesmo na vizinhanca pobre de marre de si havia internet cafes e lah fomos nos conectar, continuar o agendamento das entrevistas e mandar noticias pra familia e amigos.

O Nirula

O primeiro hotel que ficamos, o Nirula, eh uma historia a parte. Apenas 3 estrelas, eh considerado um dos melhores de Delhi. Mas nao se veem ali muitos turistas, o mais comum sao indianos engravatados. A ideia original era mesmo reservar um dia em um bom hotel e depois, com calma, procurar um hotel bom e barato com a ajuda do livro de viagem que comprei.
Mas, depois do susto que passamos, foi um alivio entrar no quarto do Nirula. Banho quente, TV com canais internacionais e um banheiro de primeira, quase como nos hoteis americanos. No dia seguinte, saimos para procurar um novo lugar e dispensamos com prazer o enviado da agencia de turismo sequestradora que apareceu na recepcao para nos procurar.

A chegada

Chegamos em Nova Delhi de madrugada. Mulheres de saris coloridos, homens de turbante, cheiro de cigarro misturado com incenso... Ainda dentro do aeroporto, fomos abordados por um indiano perguntando se queriamos um taxi. Aceitamos e, logo ao sairmos, la estava Delhi com seu transito caotico e buzinas que nunca silenciam. O taxista fez muitas perguntas, pareceu se interessar pelo fato de sermos brasileiros e buzinou muito. De repente, paramos em um local que não era nosso hotel. Tudo estava muito, muito escuro. Sujo, com pessoas dormindo ao relento e cheio de cachorros e vacas, o lugar lembrava uma favela brasileira. A maior parte da India urbana é assim. Ali conhecemos um dos golpes mais comuns e rotineiros, quase um patrimonio nacional. Ele nos convidou a sair do carro e entrar em uma loja aberta, único lugar com luz por ali. Era uma agência de viagens, com alguns indianos dentro. Um deles, bem vestido e falando bem inglês, tentou nos convencer a ficar em outro hotel e a ligar no dia seguinte para comprar um pacote turistico. Calmamente explicamos que tinhamos reserva por um dia em um hotel e que ligariamos as 10 horas da manha seguinte. Sorrimos bastante, agradecemos e entramos no carro. O motorista finalmente nos levou para nosso hotel. Nosso pequeno "sequestro" tinha acabado. A India exigia mais cuidados do que parecia.

quarta-feira, dezembro 03, 2003

A demissão de Joelmir Beting do Globo provocou polêmica na classe jornalística. Depois de décadas no jornal, o colunista recebeu cartão vermelho por ser garoto-propaganda do Bradesco. Atua na área econômica, somaram dois mais dois e concluíram que isso prejudicava a credibilidade do moço (nem tão moço). Faz sentido. Mas criou uma divisão entre velha guarda - condenando o mais novo sem-emprego - e estudantes que não entendem bem porque tanta celeuma em torno de uns trocados para falar bem do Bradesco. Eu estou do lado dos antigos. Isenção, credibilidade, aquele papo todo. Mas percebo que essa é uma visão herdada da geração anterior. E que isso pode mudar. Tudo está mudando. O que aconteceu não é novo. O que é novo é que os conceitos estão sendo discutidos de forma diferente. E alguns desses estudantes, pelas sua opiniões, podem estar em melhor sintonia com o que será o jornalismo em 10 ou 20 anos. Melhor ou pior, isso é discutível. Um deles apresentou um ponto de vista instigante e recebeu pedras como Madalena após o pecado. Eu, entretanto, achei curiosa a idéia. Diz ele: se ele foi demitido porque perdia credibilidade, porque os veículos podem trazer anúncios? Ele pode ter sido ingênuo ou extremamente sagaz. Não importa. Afinal, o que realmente garante a credibilidade? Um formato diferente na publicidade? Beting também não contava com espaços diferentes na coluna e na campanha do Bradesco? Alguém acredita que Muralha da China entre redação e comercial é instranponível ou mais eficiente que a ética e auto-crítica do Beting? Não há respostas fáceis no horizonte em movimento.

quinta-feira, novembro 27, 2003

O mocinho se dá mal
Ninguém discorda que a abertura de mercado destrói setores pouco competitivos. A discussão se restringe a quantos e quais segmentos vão desaparecer. Uma boa dica é que serão aqueles que empregam mais. Afinal, empresa competitiva é aquela que consegue fazer muito com pouca gente, de preferência com tecnologia farta. Na fase de preparação para entrar na Alca, as empresas brasileiras vão ter que se tornar mais ágeis, investindo em tecnologia e diminuindo “custos”, entre eles os funcionários. Alguns setores vão se dar bem, mas dificilmente vão absorver a mão-de-obra dos que vão perder. Ou por não precisar ou por não haver gente qualificada disponível. Isso quer dizer que é melhor ficar de fora? Ficar fechado enquanto o resto do mundo aumenta na marra a produtividade? O fim desse filme é conhecido. E a impressão que dá é que em qualquer dos finais possíveis o mocinho acaba se dando mal.

quarta-feira, novembro 26, 2003

O governo planeja
Há vida inteligente no governo. O MDIC acaba de anunciar as diretrizes de política industrial do País e elas são poucas (o que ainda pode provocar muita choradeira). Quatro: fármacos, bens de capital, software e microeletrônica. Esta última é vista com muito ceticismo por este que vos escreve. Já recebemos nãos sonoros de vários fabricantes e pra tornar viável essa indústria no Brasil seria necessário muita grana do BNDES. Mas muita mesmo, uns US$ 2 bilhões pra começar. Do meu ponto de vista estreito e setorial, o software é uma grande aposta. O desafio vai ser articular essa imensa massa de pequenas empresas produtoras - mais de 5 mil hoje - pra que se tornem capazes de exportar e brigar pelo mercado mundial. E por mais que seja lindo imaginar um monte de empresas ágeis produzindo sistemas de qualidade, faz muita falta ainda uma IBM ou Microsoft verde e amarela. Quem tem calibre pra brigar por esse posto por aqui?

terça-feira, novembro 25, 2003

Mutação econômica
Curioso isso, a economia muda bem debaixo dos nossos narizes. Percebemos anos depois. Pegue o caso americano. Sempre acharam o Wal-Mart o máximo, preço baixo todo dia, aquele papo. Na prática, desde o passamento de Sam Walton, passaram preferencialmente a importar produtos de países com baixíssimos custos. Cerca de 10% do que a China vende para os EUA passa por eles. Sem que se percebesse, há anos a família Walton mata vários setores da indústria americana (sem juízo de valor aqui, hein? Deixo isso para as últimas edições da Business Week e Fast Company ). Com inflação controlada, foi possível manter os juros achatados na tentativa de Greenspan em recuperar o ritmo de crescimento. Enquanto isso, o faturamento de alguns setores só sobe. Tecnologia é apenas um exemplo. Ora, se alguns são destruídos e outros não param de crescer, há uma transferência sendo feita. Repare, isso também está acontecendo no Brasil em outros setores (e, infelizmente, sem taxas tão módicas).

segunda-feira, novembro 24, 2003

My name is...
O dilema cultural do século será o idioma. Ninguém tem dúvida que falar, pensar e escrever em inglês é fundamental para qualquer um que não viva em uma caverna. É a língua da Internet, da globalização, da informação que trafega solta pelo mundo. É necessário para quem busca sucesso em todas as áreas do conhecimento humano. Mas se expressar é parte do raciocínio humano, sem entrar na polêmica de manter a cultura de um povo. É por aí que vão as críticas sobre quem adota o inglês para qualquer situação. Aquele papo de vamos fazer um benchmarking, depois um business plan, para logo depois te dar um follow-up. Parece ridículo. E quem cria nomes estrangeiros para empresas, serviços ou produtos? Também. Mas será que estes podem estar mais preparados para o mercado global? Se todos querem exportar, é melhor uma marca única para os mercados externos e internos. Se esse ponto de vista faz sentido, então processos locais na língua gringa também podem ser defensáveis. Not so easy, hum?

quinta-feira, novembro 20, 2003

Carr que me perdoe, mas tecnologia é fundamental
Como toda personalidade em busca de polêmica, o editor da Harvard Business Review, Nicholas Carr, fez barulho este ano. Causou frisson ao afirmar que tecnologia não importa. No momento certo. Depois da bolha da Internet, é fácil encontrar ouvidos dispostos a ouvir uma boa crítica ao uso de software e hardware nas empresas. Mas é preciso dizer que Carr foi simplista. Se ele tivesse afirmado apenas que recursos como capacidade de processamento ou armazenamento de dados vão se transformar em “utilities” como água ou energia elétrica, seria fácil concordar com ele. Mas ele disparou sua tese em direção a toda a tecnologia da informação. “Não é estratégico”, disse. É difícil acreditar. Sempre vão haver novas tecnologias que, se bem usadas e adotadas antes do que a concorrência, vão dar a empresa um diferencial competitivo. Produtividade, agilidade e boa gestão podem ser reforçadas pelo bom uso de produtos inovadores. Quando a empresa do lado imitar o movimento, o executivo de visão já vai estar dois passos adiante. Dêem o nome que quiserem a esse profissional, CIO, CKM ou CTO. Ele vai estar atento as novas possibilidades, preocupado e investindo. E jamais será comparado a um gestor de recursos que podem ser ligados ou desligados com o apertar de um interruptor.

quarta-feira, novembro 19, 2003

É cosa nostra?
Pipocaram recentemente estudos que comprovam o bom desempenho das empresas familiares brasileiras. Superior mesmo às de capital aberto. E, bom ressaltar, desempenho sem relação com a onda de governança corporativa que assola as grandes corporações locais nos últimos anos. Por conta disso, sobraram críticos colocando em dúvida a retirada dos velhos e bons administradores que fizeram as grandes empresas nacionais em prol de gestores profissionais. Falácia. O que está em pauta mesmo é transparência, credibilidade e passagem de comando. Os investidores, grandes ou pequenos, querem mesmo é saber com detalhes o que estão aprontando os donos das empresas. Não tem a ver com boa gestão. Trata-se de informação sempre disponível. Afinal, se é pra colocar dinheiro na mão dos outros, esse investimento não pode ser gerenciado como o caixa da vendinha familiar. Mesmo que ela tenha um histórico de lucro.

terça-feira, novembro 18, 2003

Drible global
Um post cheio de perguntas. Mas tá valendo. Afinal, o que fazer com a tão propalada criatividade do brasileiro? Como usar o jeitinho para fazer crescer as corporações verde e amarelas? Como driblar no campo corporativo da globalização? Como canalizar a nossa força criativa para o sucesso empresarial? Onde entra a flexibilidade nesse jogo cheio de regras e métodos? Futebol, moda, música e propaganda nós fazemos bem, mas dá pra falar sério e brincar de ganhar dinheiro de forma a distribuir renda nesse País? Quem se candidata a unir o gene criativo e o caos da informação criado pela Internet? Dá pra patentear essa habilidade de descobrir caminhos novos no que parece ser imutável? Afirmação: esse papo tem tudo a ver com medir o valor dos ativos intangíveis. É nessa praia que o Brasil pode começar a falar grosso no jogo do Capital, assim mesmo, com C maiúsculo.