sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Nada escapa
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Software ou álcool?
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Vai e volta
terça-feira, janeiro 10, 2006
O que Page não disse e a publicidade
Comecinho de ano agitado. Tá, a CES foi uma porcaria. Ok, até Tom Cruise e Morgan Freeman estavam lá e eu não. É, o pacotinho do Google deixou a desejar. E a loja de vídeo é sensacional em esportes, mas o começo foi xôxo com tão poucos videoclips. Esquece tudo isso. É o que Larry Page não disse que interessa. Sim, o Google vai ter um sistema operacional e um office próprio. E eles têm o dedo no projeto de 100 dólares do MIT. Mr. Gates deve estar arrependido de ter colocado dinheiro na AMD. Ah, as voltas que o mundo dá. Aliás, o engraçado de tudo isso é que em pouco tempo a tecnologia pode estar funcionando justamente em torno da publicidade, aquela que caiu em desgraça no fim da bolha. Claro, isso se o pessoal do Google aprender a fazer uma aplicação que dê certo (o Gmail até agora é uma solene exceção).
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Peter Quinn está fora
terça-feira, dezembro 27, 2005
Outlook esperto e blogueiro
segunda-feira, maio 02, 2005
Como fica a mídia?
Essa semana polemizaram de novo em torno da omissão dos patrocinadores no esporte na cobertura da imprensa. Criticaram os que chamam o time de vôlei Banespa de "São Bernardo". Concordo com os críticos. Não é assim que ele é conhecido pela população. Não comunica, simplesmente. Ainda pior, há aqueles editam fotos e tiram o logo da empresa patrocinadora. Muito feio. Assim, desestimulam o setor privado a apoiar o esporte. Entretanto... Fico pensando nas milhares de empresas que investem em assessoria de imprensa e nunca anunciam em lugar nenhum. É mais ou menos a mesma coisa. Invente várias formas de aparecer na mídia sem anunciar. Pra quê anunciar? Se eu fosse diretor de mkt, talvez não anunciasse também. Se fosse radical, apenas anúncios estratégicos, com esparsos objetivos institucionais. Melhor investir em eventos, relacionamento com clientes, ações sociais, promoção no ponto de venda, etc. Depende da empresa, evidente. Mas é a tendência global. Mas pergunto, como jornalista: como ficam os veículos? Quem souber, me escreve...
sexta-feira, dezembro 31, 2004
India!
sexta-feira, dezembro 24, 2004
O caos

A primeira coisa que se percebe na Índia (depois de turbantes e saris) nao é a pobreza. É o caos. Todos os lugares têm sempre muita gente. Em guichês e balcões, o mais comum é ninguém respeitar a ordem de chegada, a menos que você reclame. E o trânsito, todos sabem. Rickshaws, motorizados ou não, são menores e aumentam a bagunça. É como se em São Paulo houvesse mais motos do que carro. Nao, nao é a mesma coisa. Aqui, a frase do portuga tem um sentido diferente: Buzinar é preciso, dirigir bem nao é preciso. "Por favor, buzine" é a inscrição atrás de vários caminhões. Ninguém anda muito rápido (nem daria). Mas todos cortam, costuram, reclamam. Ainda assim, tudo com uma relativa calma. Muitos resmungam de vez em quando, mas ninguém parece ficar alterado. O caos indiano raramente inclui brigas ou batidas. Em todo o tempo até agora só vi um pequeno acidente, do tipo "lanterna quebrada". De qualquer forma, fico tentando sempre entender como isso tudo foi produzido. Muito calor, excesso de gente e a pobreza que resulta em nível cultural baixo, todos esses elementos podem dar uma resposta simplista de como foram fundidos no que se vê nas ruas. Mas ha outras variáveis que vão da religião até o vestuário e a decoração das ruas. Os indianos adoram cores fortes e nao se importam em misturar e usar tons em excesso. Tudo remete ao exagero. É, curiosamente, o contrário da equilibrada cultura budista "o caminho do meio" que nasceu na própria Índia e é tão diferente dos costumes da maioria do povo, em especial o hindu, que compõe a maior parte da população. Quem sabe entendo melhor tudo isso até o final da viagem?
quinta-feira, dezembro 23, 2004
Reconhecimento de terreno
O Nirula
Mas, depois do susto que passamos, foi um alivio entrar no quarto do Nirula. Banho quente, TV com canais internacionais e um banheiro de primeira, quase como nos hoteis americanos. No dia seguinte, saimos para procurar um novo lugar e dispensamos com prazer o enviado da agencia de turismo sequestradora que apareceu na recepcao para nos procurar.
A chegada
quarta-feira, dezembro 03, 2003
quinta-feira, novembro 27, 2003
Ninguém discorda que a abertura de mercado destrói setores pouco competitivos. A discussão se restringe a quantos e quais segmentos vão desaparecer. Uma boa dica é que serão aqueles que empregam mais. Afinal, empresa competitiva é aquela que consegue fazer muito com pouca gente, de preferência com tecnologia farta. Na fase de preparação para entrar na Alca, as empresas brasileiras vão ter que se tornar mais ágeis, investindo em tecnologia e diminuindo “custos”, entre eles os funcionários. Alguns setores vão se dar bem, mas dificilmente vão absorver a mão-de-obra dos que vão perder. Ou por não precisar ou por não haver gente qualificada disponível. Isso quer dizer que é melhor ficar de fora? Ficar fechado enquanto o resto do mundo aumenta na marra a produtividade? O fim desse filme é conhecido. E a impressão que dá é que em qualquer dos finais possíveis o mocinho acaba se dando mal.
quarta-feira, novembro 26, 2003
Há vida inteligente no governo. O MDIC acaba de anunciar as diretrizes de política industrial do País e elas são poucas (o que ainda pode provocar muita choradeira). Quatro: fármacos, bens de capital, software e microeletrônica. Esta última é vista com muito ceticismo por este que vos escreve. Já recebemos nãos sonoros de vários fabricantes e pra tornar viável essa indústria no Brasil seria necessário muita grana do BNDES. Mas muita mesmo, uns US$ 2 bilhões pra começar. Do meu ponto de vista estreito e setorial, o software é uma grande aposta. O desafio vai ser articular essa imensa massa de pequenas empresas produtoras - mais de 5 mil hoje - pra que se tornem capazes de exportar e brigar pelo mercado mundial. E por mais que seja lindo imaginar um monte de empresas ágeis produzindo sistemas de qualidade, faz muita falta ainda uma IBM ou Microsoft verde e amarela. Quem tem calibre pra brigar por esse posto por aqui?
terça-feira, novembro 25, 2003
Curioso isso, a economia muda bem debaixo dos nossos narizes. Percebemos anos depois. Pegue o caso americano. Sempre acharam o Wal-Mart o máximo, preço baixo todo dia, aquele papo. Na prática, desde o passamento de Sam Walton, passaram preferencialmente a importar produtos de países com baixíssimos custos. Cerca de 10% do que a China vende para os EUA passa por eles. Sem que se percebesse, há anos a família Walton mata vários setores da indústria americana (sem juízo de valor aqui, hein? Deixo isso para as últimas edições da Business Week e Fast Company ). Com inflação controlada, foi possível manter os juros achatados na tentativa de Greenspan em recuperar o ritmo de crescimento. Enquanto isso, o faturamento de alguns setores só sobe. Tecnologia é apenas um exemplo. Ora, se alguns são destruídos e outros não param de crescer, há uma transferência sendo feita. Repare, isso também está acontecendo no Brasil em outros setores (e, infelizmente, sem taxas tão módicas).
segunda-feira, novembro 24, 2003
O dilema cultural do século será o idioma. Ninguém tem dúvida que falar, pensar e escrever em inglês é fundamental para qualquer um que não viva em uma caverna. É a língua da Internet, da globalização, da informação que trafega solta pelo mundo. É necessário para quem busca sucesso em todas as áreas do conhecimento humano. Mas se expressar é parte do raciocínio humano, sem entrar na polêmica de manter a cultura de um povo. É por aí que vão as críticas sobre quem adota o inglês para qualquer situação. Aquele papo de vamos fazer um benchmarking, depois um business plan, para logo depois te dar um follow-up. Parece ridículo. E quem cria nomes estrangeiros para empresas, serviços ou produtos? Também. Mas será que estes podem estar mais preparados para o mercado global? Se todos querem exportar, é melhor uma marca única para os mercados externos e internos. Se esse ponto de vista faz sentido, então processos locais na língua gringa também podem ser defensáveis. Not so easy, hum?
quinta-feira, novembro 20, 2003
Como toda personalidade em busca de polêmica, o editor da Harvard Business Review, Nicholas Carr, fez barulho este ano. Causou frisson ao afirmar que tecnologia não importa. No momento certo. Depois da bolha da Internet, é fácil encontrar ouvidos dispostos a ouvir uma boa crítica ao uso de software e hardware nas empresas. Mas é preciso dizer que Carr foi simplista. Se ele tivesse afirmado apenas que recursos como capacidade de processamento ou armazenamento de dados vão se transformar em “utilities” como água ou energia elétrica, seria fácil concordar com ele. Mas ele disparou sua tese em direção a toda a tecnologia da informação. “Não é estratégico”, disse. É difícil acreditar. Sempre vão haver novas tecnologias que, se bem usadas e adotadas antes do que a concorrência, vão dar a empresa um diferencial competitivo. Produtividade, agilidade e boa gestão podem ser reforçadas pelo bom uso de produtos inovadores. Quando a empresa do lado imitar o movimento, o executivo de visão já vai estar dois passos adiante. Dêem o nome que quiserem a esse profissional, CIO, CKM ou CTO. Ele vai estar atento as novas possibilidades, preocupado e investindo. E jamais será comparado a um gestor de recursos que podem ser ligados ou desligados com o apertar de um interruptor.
quarta-feira, novembro 19, 2003
Pipocaram recentemente estudos que comprovam o bom desempenho das empresas familiares brasileiras. Superior mesmo às de capital aberto. E, bom ressaltar, desempenho sem relação com a onda de governança corporativa que assola as grandes corporações locais nos últimos anos. Por conta disso, sobraram críticos colocando em dúvida a retirada dos velhos e bons administradores que fizeram as grandes empresas nacionais em prol de gestores profissionais. Falácia. O que está em pauta mesmo é transparência, credibilidade e passagem de comando. Os investidores, grandes ou pequenos, querem mesmo é saber com detalhes o que estão aprontando os donos das empresas. Não tem a ver com boa gestão. Trata-se de informação sempre disponível. Afinal, se é pra colocar dinheiro na mão dos outros, esse investimento não pode ser gerenciado como o caixa da vendinha familiar. Mesmo que ela tenha um histórico de lucro.
terça-feira, novembro 18, 2003
Um post cheio de perguntas. Mas tá valendo. Afinal, o que fazer com a tão propalada criatividade do brasileiro? Como usar o jeitinho para fazer crescer as corporações verde e amarelas? Como driblar no campo corporativo da globalização? Como canalizar a nossa força criativa para o sucesso empresarial? Onde entra a flexibilidade nesse jogo cheio de regras e métodos? Futebol, moda, música e propaganda nós fazemos bem, mas dá pra falar sério e brincar de ganhar dinheiro de forma a distribuir renda nesse País? Quem se candidata a unir o gene criativo e o caos da informação criado pela Internet? Dá pra patentear essa habilidade de descobrir caminhos novos no que parece ser imutável? Afirmação: esse papo tem tudo a ver com medir o valor dos ativos intangíveis. É nessa praia que o Brasil pode começar a falar grosso no jogo do Capital, assim mesmo, com C maiúsculo.
