domingo, maio 29, 2011

Troca no Thor

… e o Thor é ok (in my opinion, como diria Will Gardner).
A história é boa, os efeitos são ótimos, as cenas de ação são legais, até acho que os atores funcionaram bem. Então qual o problema? Gente demais.
No Thor não tem subplot, tudo tem relação com o personagem principal. Acho que os roteiristas apostaram que não teria tédio porque há trocentos personagens. Ok, eu achei legal ver o Volstagg, Heimdall, etc. Mas precisava da Sif? Da mãe do Thor? Precisava de tanta gente? Quantos personagens tem no Iron Man?
O resultado é que mostraram muito e não mostraram nada. Alguém compra a transformação do herói em dois dias? Pense, ele chega na Terra e tudo se resolve no dia seguinte. Isso é o suficiente para um deus ficar humilde? Bem que podiam ter seguido a história original e ter feito ele passar uns anos na Terra usando uma bengala.
Troco 5 personagens por uma narrativa mais legal.

quarta-feira, abril 20, 2011

Different roads

One day you need to make that decision.
You have walked too long in your road and now it seems very comfortable. There are fewer stones and more pleasures. You start thinking it might be time to get into that another road alongside.
But that road has more holes, it´s steep and full of conflicts. It does not look so good. People respond to you that you never know that road unless you actually take it.
Who went by it swears it was the best decision of their lives. Nobody backs down. It seems to you that the real life is on the other road.
I follow my road while I keep thinking. The thing is: you can not have both. Once you choose, the road will charge its price.
I look forward, as someone says to me: Be assured, they will take you to very different places.

terça-feira, novembro 09, 2010

Zen noção

Nem tava com fome, mas o cheiro do pão-de-queijo entrou de um jeito na narina que eu eu fui direto para a lanchonete do metrô. Foi me aproximar do balcão e a mocinha falando no celular entrou na minha frente. Esperei, né... Não tava com pressa.
Ela pediu, a moça olhou pra mim, eu pedi, peguei o pãozinho e fui para o caixa. A moça tinha continuado no balcão, mas de alguma forma ela, ainda no celular, cortou meu caminho e chegou no caixa. Esperei, esperei, não foi um pagamento simples. Na verdade, faltava alguma coisa e ela tava ainda lá, falando no celular e ficou esperando o produto ali no caixa mesmo.
Sabe, ando meio zen, essa vida sem muito o que fazer tira todo o stress, não tenho que ir pra lugar nenhum, chego sempre muito adiantado. Pra quê reclamar? Fiquei esperando.
Aí finalmente a moça do caixa me viu, por cima da moça do celular, que era baixinha, me perguntou o que era. Eu mostrei o pacotinho, ela falou o valor, eu estendi o braço com a nota por cima da moça (sim, sim, ainda no celular e empatando a fila do caixa).
Paguei e fui embora. Lá longe ainda olhei pra trás, a moça estava lá, no caixa. Falando no celular.

terça-feira, janeiro 06, 2009

O consumidor de 2048

Vai demorar para eu voltar a escrever por aqui, mas acho que é um bom lugar para registrar textos. Então de vez em quando vou passar por aqui só pra constar.
Esse aqui tá atrasado. Ano retrasado a HP me pediu pra escrever um texto sobre a tecnologia nos próximos 40 anos. Como acho chatérrimo ficar teorizando, escrevi um dia cotidiano possível para alguém que viva em 2048. Parece adequado para este início de ano.
Aviso que o texto está mal estruturado, hoje eu percebo. Mas ainda acho as idéias legais. Dá uma olhada lá e me diz o que acha. Clique aqui!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Novo point virtual

Galera, inaugurei um novo local para deixar minhas marcas na internet. Dessa vez, é só um bloguezinho para colocar excertos de minhas matérias na B2B. Mas tá valendo.
Quem quiser checar de vez em quando, é o http://godinhob2b.wordpress.com/.
Abraços!

quinta-feira, abril 06, 2006

Parada estratégica

Escrevo para me justificar à meia dúzia de leitores deste blog bissexto. Minha produção aqui nunca foi exatamente constante. Agora, devo oficialmente parar por um pequeno período. É que desde esta segunda-feira assumi a movimentada rotina de quem produz textos para a mídia diária e online. Passo meus dias produzindo mal traçadas linhas para o site Investnews e o jornal Gazeta Mercantil. Está sendo uma experiência interessante e um desafio. Assim que eu me adaptar a este novo ritmo de vida, retorno ao blog (provavelmente em maio). Até lá!

sexta-feira, março 24, 2006

Clímax digital

Virou lugar comum dizer que a história da TV Digital é uma novela. Interminável, com namoro e sedução corporativa, mocinhos e vilões, não falta nada. Nem uma reviravolta no final. Quando parecia que o padrão japonês tinha levado, chega a China querendo salvar a pátria (qual pátria?). E a batida expressão BRIC, que já começava a cair em descrédito, volta ao noticiário. O curioso disso é perceber como a China definitivamente dá as cartas. A história do padrão BRIC de TV digital foi sugerida antes, mas ninguém deu muita trela. Basta a China dizer "vem" e os candidatos vão correndo. Mas quem sabe agora vai?

domingo, março 05, 2006

Grande irmão em um mundo novo


A polêmica dos chips implantados esquentou já no mês passado, mas a imagem que eu vi hoje na CNN motivou esse post. Na reportagem, um sujeito passa o braço no leitor e a porta se abre. Não se trata de instalações militares, nem de testes ou pilotos. Uma simples e pequena empresa de vigilância eletrônica deu a opção aos seus funcionários e 60% deles escolheram colocar o implante que dá acesso a uma sala de segurança máxima. O resto preferiu continuar carregando a velha chavinha digital. O CEO, Sean Darks, se defende: não posso rastrear meus funcionários, não há GPS, o chip não emite sinal, nada disso. Só abre a porta. Brrr... Ainda é esquisito. Voltamos a conversar sobre o assunto em 20 anos.

sábado, março 04, 2006

Público ou privado

A polêmica continua. Semana passada, mais 20 estudantes foram expulsos por escrever bobagens e publicar "obscenidades" na internet. A maior parte dos casos está relacionada ao site MySpace, o orkut americano, hoje com mais de 40 milhões de membros. Adolescentes enchem as páginas com fotos sensuais, o que dá uma brecha para que diretores de escolas ultraconservadoras chiem. Na página de Gabrielle Johnson, uma das expulsas, era possível ver um quiz bastante popular em que aparece a imagem da modelo Adriana Lima, em - poucas - roupas carnavalescas. Mas o que mais pega mesmo são as tirações de sarro em cima de professores e reitores. Antes, essas coisas eram restritas a cochichos e bilhetinhos. Agora está na web. Ah, eu chequei hoje a página de Gabrielle e ela limitou a visitação a sua lista de amigos. O espaço é dela, finalmente.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

RIAA chora

Lawrence Lessig deve estar rindo à toa. Os caras do Arctic Monkeys detonaram. Para quem não sabe, é uma banda inglesa daquelas que as gravadoras globais odeiam. No dia 22 de janeiro, lançaram um CD nas lojas. É claro que já dava pra baixar as músicas de graça do site muito antes disso, desde outubro. Fracasso? Que nada. Venderam mais em 7 dias do que todo o Top 20 britânico junto. E ainda devem ganhar um prêmio hoje. É a prova de que os "doidos" do Creative Commons estão certos. Downloads gratuitos dão mesmo dinheiro. Muito dinheiro. Será que a RIAA agora acorda?

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Inovação e porrada

A Nokia é uma daquelas empresas que volta e meia eu sou obrigado a elogiar. E não é porque eles levam jornalistas legais pra Barcelona. Nada a ver. Mas eu acho que os finlandeses fumam alguma droga alucinógena. Primeiro, sairam dos produtos mais banais para a telefonia móvel. É o que um colega meu (um dos cinco leitores desse blog) chamaria de "turnaround". Aí, pra não deixar a peteca cair, estruturaram a empresa em pequenas células, ágeis e espertas (muuuito antes do Google). Bom, há pouco tempo andaram às turras com uma conhecida operadora brasileira pra vender celulares que baixam músicas do computador por bluetooth. E agora, olha só, finalmente eles vendem um fone (o 6136) com VoIP. Vez ou outra a empresa "líder de mercado" também é legal e compra brigas muito boas. Às vezes.

sábado, fevereiro 11, 2006

Google lava-pratos

Não, não é a última investida do casal Google. É só um post de fim de semana, meio atrasado. Quando os caras estiveram no Brasil, quase foram pra cozinha lavar pratos. Tá, na segunda eu volto a ser sério (ou quase).

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Delícia de negócio

Parece que a venda do Del.icio.us para o Yahoo não afetou a disposição dos fãs. Tenho visto muito isso ainda na net, os elogios continuam. O site organiza e compartilha os endereços favoritos que o usuário encontra na internet. Parece simpático, né? A empresa de Jerry Yang e David Filo teria pago 30 milhões de dólares pelo Del.icio.us. Coisas da web 2.0. Claro que não é nem perto dos 5,7 bilhões de dólares pagos pela Broadcast.com em 1999. O que torna a história do Del.icio.us curiosa é que os investidores, entre eles Tim O'Reilly, admitiram publicamente que ainda não estavam ainda certos qual seria o modelo de negócios. O Yahoo chegou na hora certa.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Como nasce uma tendência

Ver o parto dessa Web 2.0 está sendo interessante. Em maio, pensei em escrever algo sobre uma nova internet. Acabei indo fazer outras coisas e comi bola. A Business Week não. Foi rápida e fez a primeira matéria de peso. Os pais do "modismo" foram Tim O´reilly e sua trupe, que deram nome e berço pra criança. Claro que o Sílvio Meira fez um post legal logo depois. Em janeiro, a imprensa brasileira finalmente acordou e alguns veículos arriscaram umas matérias. Chegaram a dizer que a Web 2.0 eram alguns produtos que ameaçavam a Microsoft. Tem um pouco a ver, mas teria de ser um mundo muito pequeno se fosse só isso. Bom, tudo isso pra dizer que finalmente na semana passada escrevi algo a respeito, tá saindo nessa próxima edição da Foco Economia. Espero que gostem.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Nada escapa

Ano passado, a Fast Company fez um brincadeira em que terceirizava a apuração e edição de uma página para a Índia. Foi interessante, mas eles fizeram um pouco de troça da idéia. Agora, lendo o mais do que badalado "O Mundo é plano", vi que o jornalismo já virou objeto do offshore faz tempo. Lá fala de como a Reuters já tem 300 jornalistas indianos de prontidão só para analisar resultados das empresas. Trabalho mecânico, sem análise. Ok, mas o próprio autor conta que começou na carreira fazendo isso. Afinal, ninguém começa do topo, certo? Nessas horas, acho ainda mais legal ter nascido cultivando a "última flor do Lácio, inculta e bela" (é, cara, o idioma dos portuga).

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Software ou álcool?

A galera dos bits pode estar com uma ponta de inveja do pessoal da cana. O casal Google vem ao Brasil e fica fissurado é em uma usina. O Bill Gates olha pra cá e também só se interessa no matagal. A Veja (eca) faz uma matéria enorme sobre o álcool, dispara a falar de inovação e dá cinco vezes menos espaço para UMA empresa campineira de software. E até o Bush (eca de novo) elogia a tecnologia brasileira dos carros bicombustíveis. É, acho que eu bebi foi é pouco.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Vai e volta

A migração fez da metrópole uma cidade multicultural, retrato de cada pedaço do Brasil. Esse processo está quase parando. O PNAD 2004 já mostrou que há mais gente saindo do que vindo. Afinal, a construção civil e a indústria de baixo valor agregado perderam importância em São Paulo. O que dá emprego hoje exige uma qualificação mínima e o grupo migrante de baixa renda não tem. Ao mesmo tempo, é curioso observar que muita gente fica indo e voltando, segundo o PNAD. É possível que a queda nos custos de comunicação tenha facilitado o vai-e-vem. Tem coisa boa lá, tô indo. Tá bom em Sampa, tô voltando.

terça-feira, janeiro 10, 2006

O que Page não disse e a publicidade

Comecinho de ano agitado. Tá, a CES foi uma porcaria. Ok, até Tom Cruise e Morgan Freeman estavam lá e eu não. É, o pacotinho do Google deixou a desejar. E a loja de vídeo é sensacional em esportes, mas o começo foi xôxo com tão poucos videoclips. Esquece tudo isso. É o que Larry Page não disse que interessa. Sim, o Google vai ter um sistema operacional e um office próprio. E eles têm o dedo no projeto de 100 dólares do MIT. Mr. Gates deve estar arrependido de ter colocado dinheiro na AMD. Ah, as voltas que o mundo dá. Aliás, o engraçado de tudo isso é que em pouco tempo a tecnologia pode estar funcionando justamente em torno da publicidade, aquela que caiu em desgraça no fim da bolha. Claro, isso se o pessoal do Google aprender a fazer uma aplicação que dê certo (o Gmail até agora é uma solene exceção).

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Peter Quinn está fora

Um fardo para mim, minha família e amigos próximos. Assim definiu o "CIO" do estado de Massachussets o infortúnio que estava passando nos últimos tempos. E pediu água. Para quem não sabe, o cara tinha comprado uma das maiores brigas já vistas com a Microsoft. Simplesmente decidiu que os órgão públicos de lá não iam mais trabalhar com os formatos proprietários do Office. Todos iam trabalhar com padrões abertos, baseados em XML. Coincidência ou não, em novembro a Microsoft havia capitulado e avisado que o Office 12 iria trabalhar com um formato de arquivos usando XML. O que vai garantir que outros fabricantes possam abrir os documentos microsoftianos sem perdas de formatação.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Outlook esperto e blogueiro

Tá cada vez mais interessante prestar atenção nos blogs dos executivos (gringos pelo menos). Agora é o cara responsável pelo Outlook da Microsoft que resolveu dar suas postadas. O Michael Affronti criou um site pra ir dando dicas das novidades que vai incluir na próxima versão do programa de e-mails da Microsoft. É fato que o programinha precisa ser atualizado. No mínimo, acompanhar o mercado e permitir RSS. Ele ainda avisa que vai melhorar bastante a ferramenta de busca do treco. Demorou, mas a ficha caiu!